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A Comunicação Sexual do Casal

Ahhh porque é tão difícil falar sobre sexo num relacionamento estável? É... Para algumas pessoas é difícil falar em qualquer relação, mas hoje o que tem se observado, após explodir as redes sociais é que em relações casuais, se explora e mais fácil usamos esta ferramenta para provocar, excitar a parceria. Certo?


A dificuldade nas parcerias longas se dá porque nossa sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, legais, históricos, religiosos e espirituais. Entendeu agora? Cada um vem com sua “bagagem” familiar.


Obviamente, para ser possível falar sobre sexo é importante que o casal saiba comunicar-se no dia a dia, pois esta é a base que permite avançar para a comunicação sexual que exige acima de tudo intimidade na vida a dois. Sem intimidade dificilmente será possível falar sobre sexo. O sexo é uma área importante na vida do casal e deve ser falado com a mesma naturalidade com que se fala sobre as finanças,  questões pessoais de cada um, problemas da relação, trabalho, projetos, educação dos filhos, amenidades do dia a dia e da vida, entre tantas outras questões.


Mas falar sobre sexo numa relação é imprescindível! Não há aprendizado sem uma linguagem, não há comunicação sem conseguir expressar o que sente, imagina, pensa... E, posso afirmar que é muito difícil uma relação manter-se saudável sem que se abra este canal de comunicação. E, você pode estar se perguntando: Porque ela afirma isto? E eu respondo: Porque diariamente recebo em meu consultório queixas sexuais, de ambos os sexos e o problema está quase sempre na falta de comunicação sexual, falta de aprendizado individual sobre sua própria sexualidade, inabilidade em inovar na relação.


Então deixe eu falar um pouco sobre cada um desses aspectos:

Falta de comunicação sexual: O casal se relaciona, faz sexo, mas... ao final, “acha” que satisfez, acha que a parceria teve prazer ou percebe que não foi bom (e outros pensamentos surgem) mas... Vida que segue. Como podemos aceitar estar numa relação, numa “parceria” e não explorar aspectos tão importantes para nossa Vida. Sim, porque a sexualidade engloba diversas esferas da vida. E descrevo três aspectos positivos da sexualidade: a satisfação sexual, a autoestima sexual e o prazer sexual. Esses componentes quando bem resolvidos pela pessoa, influenciam positivamente a nossa vida em diferentes aspectos.


Deixe-me citar um exemplo de falta de comunicação:

Um propõe uma “rapidinha”, a parceria aceita. Porém a “rapidinha” dura 1h.

O que podemos observar: Primeiro que quem aceita uma rapidinha, pode sair muito satisfeito da relação mesmo sem ter alcançado o orgasmo, afinal a interação sexual, quando há uma boa comunicação, pode ser muito satisfatória pelo que a relação promoveu: afeto e intimidade.

Segundo: Se é uma rapidinha, definam o que caracteriza uma rapidinha:

É x minutos? É ambos chegarem ao orgasmo? Qual a importância disto e onde aparece, ou deveria aparecer a comunicação.


Se a pessoa que aceitou o convite saiu com a impressão de que foi “além da conta” este deve levar isto ao conhecimento do outro. Caso não faça, numa outra oportunidade, num outro convite para uma rapidinha, ou cede sem realmente querer envolver-se sexualmente ou simplesmente não aceita. Porque para o ser, uma “rapidinha” está ligada ao tempo! Se falta a comunicação o que acontece, a relação sexual vai se tornando fria, os pares vão se afastando, podendo até chegar à fobia sexual. Fobia sexual é um medo irracional e persistente, capaz de levar a pessoa que o sente a um nível altíssimo de ansiedade e sofrimento.

Sem a comunicação sexual, os desajustes   quando presentes são mantidos,  instalando a insatisfação   e gerando problemas na vida do casal que muitas vezes são deslocados para outras áreas e manifestados de diferentes maneiras , como por exemplo o desejo por terceiros, infidelidade, agressividade, mau humor, afastamento , discórdias, discussões frequentes e desgastes. Ou seja, quando o casal não se comunica bem, eles criam para si dificuldades sexuais (e de relacionamento familiar, social...) e perdem grandes oportunidades de encontros que poderiam vinculá-los, encontros sexuais ou não, momentos de intimidades, de prazer, de toques e carícias que não necessariamente os levarão à atividade sexual. E aqui está um aprendizado incrível para qualquer ser “transante”: observo muitos casais que se distanciam porquê... ou melhor, vamos a algumas falas de consultório:

“qualquer carinho que eu faço, ele pensa que quero sexo. Então evito de chegar perto”;

“ele se oferece para fazer uma massagem quando estou cansada, mas depois quer sexo”;

“quando visto meu sutiã bege é o sinal de que não quero sexo”

“ela chega a dormir de legging para dificultar nosso encontro sexual”

“percebo que ela está reativa a qualquer toque, a um simples beijo...” e por aí vai. Seriam muitos os exemplos que eu poderia citar e todos têm o problema aonde? Na comunicação e no aprendizado de uma sexualidade sadia. Vejo mulheres se “enfeiando” pois não querem ser atrativas sexualmente para não ter que corresponder ao sexo. Vejo homens com problemas de autoestima pois quase sempre recebem a negativa da parceria para o sexo. E, agora, como resolver?

Conversando, dialogando, aprendendo... E para isso é necessário estar aberto a escutar e falar, nossos pensamentos, sentimentos. É fácil? Não. Mas pode ser muito gratificante esta busca pela comunicação que nos coloca em igualdade no relacionamento. Afinal, todos queremos nos sentirmos amados, desejados e ter prazer sexual. Costumo dizer que a boa transa de hoje, garante a foda de amanhã. E isto é muito verdade, assim como a má transa de hoje nos afasta da foda de amanhã.

Estão prontos para aprender? Sobre si mesmo, sobre o outro, sobre vocês? Se sim. Vamos conversar?



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